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Pescar ao Corrico na Ericeira

Sábado, 14.02.09

 

 

 

Características dos pesqueiros:

Os pesqueiros das praias da Ericeira diferem da maioria dos pesqueiros da costa portuguesa, são essencialmente pesqueiros constituídos por fundos de extensa lajes e pedras, sendo rara a presença de areia.
As lajes esburacadas encontram-se impregnadas de fauna e flora. Mexilhão, lapas, percebes, abundam por cima das lajes, nos buracos, ouriços, polvos, caranguejos, camarinha, cabozes e pequenos peixes juvenis. Com esta abundância de alimento compreende-se o porquê do peixe abeirar nestes pesqueiros. Como as características destes pesqueiros pouco ou nada se alteram com o passar dos anos devido à escassez de areia, é normal encontrar os robalos nos mesmos locais ano após ano.

Mar e marés:

Para a prática do corrico aconselha-se um mar fraco ou moderado, sem enchios. Como estamos a pescar com bóia de agua ou buldo e amostra o mar não convém estar muito forte pois prejudica o trabalhar da amostra. Por outro lado o mar de enchios faz com que tão depressa estejamos a pescar em seco como de repente tenhamos a água pela cintura o que se torna perigoso além do peixe não abeirar tanto com este tipo de mar refugiando-se em águas mais profundas.

Como estamos a pescar em fundo de laje as ondas rebentam longe espraiando depois ao longo da laje, sendo muitas vezes nessa espuma branca que se dão os ataques do peixe.

Quanto à maré é normalmente na baixa-mar que se registam melhores resultados. É nessa altura que temos melhor acesso aos locais por onde os robalos se costumam alimentar. Se a baixa-mar coincidir com o nascer ou pôr-do-sol melhor pois o robalo mostra-se nestas alturas mais activo e menos desconfiado abeirando mais na busca das suas presas. É portanto normal nas duas horas que antecedem a baixa-mar e uma hora após a mesma que se observem numerosos pescadores a tentarem a sua sorte enquanto na preia-mar é raro ver-se alguém corricar, optando-se nesta fase da maré pelo spinning com amostra directa.

Época do corrico ao robalo:

O Inverno é sem dúvida o ponto alto da presença destes predadores junto da costa nesta zona, é que nos meses de Janeiro e Fevereiro estes predadores juntam-se para a desova sendo normal observar nas paredes da onda grandes cardumes de robalos, não significando porém isto sinónimo de uma grande pescaria pois nesta fase muitas vezes os robalos não reagem à passagem da amostra o que provoca por vezes uma certa frustração no pescador pois eles estão ali tão perto e nada podemos fazer a não ser voltar noutra altura.

No entanto, o final do Outono e a primavera também são épocas propícias para a captura do robalo. Isolados ou em pequenos grupos no Outono o robalo prepara-se para a época da desova alimentando-se de camarinha, caranguejos, polvos e pequenos peixes como cabozes e juvenis de tainhas e sargos entre outros. Na primavera e após a época da desova o peixe necessita de recuperar energias, sendo também esta época excelente para corricar, pois o peixe anda bastante activo e é possível observá-los a perseguirem cardumes de petinga que entretanto fazem a sua aparição junto à costa.

 

 

Equipamento e acessórios:


Como vamos estar em média duas ou três horas a corricar, é importante usarmos uma cana leve e confortável, assim como um carreto resistente com um bom ratio de recuperação. Nestes pesqueiros da Ericeira o uso de canas próprias para o buldo, mais leves e curtas (entre 3,60m e 4,50m) tornam a jornada menos cansativa, pois vamos fazer dezenas de lançamentos seguidos e respectivas recuperações. No entanto é frequente o uso de canas de fundo com 5m no corrico, mais pesadas, mais duras, mas muitos pescadores preferem estas canas pois dão-lhes mais segurança na eventualidade de ferrarem um robalo de grande porte, além de poderem meter mais carga na bóia para alcançar maiores distâncias.

Na minha opinião as canas próprias para buldo são tão eficazes como as outras quer em termos de distância no lançamento, quer na recolha de um grande exemplar. Quanto à linha a utilizar no carreto temos quem use multifilamento 0,16 a 0,20 mm com shockleader em nylon a terminar em 0,50 mm, ou uma opção mais económica de monofilamento 0,30 ou 0,35 mm de boa qualidade e que na minha opinião também deve de ter um shockleader a terminar em 0,50 mm, pois são muitos lançamentos seguidos o que pode provocar a ruptura do monofilamento. Por fim o uso do vadeador é também indispensável pois vamos pescar muitas vezes com água pelos joelhos o que nos permite ganhar mais uns metros o que por vezes dita a sorte da nossa pescaria.

 

 

 

  

As montagens e amostras são talvez quem mais influencia o resultado da pesca, pois são estas últimas que vão atrair e ferrar o robalo. Nestes pesqueiros nas praias da Ericeira as montagens são elaboradas quase sempre com bóia de água, isto porque montagens com chumbadas têm tendência a prender nas pedras e acontece a consequente perda de material.

 

 

Vou por isso apenas falar de montagens com bóia de água. A mais utilizada é constituída por uma bóia de água com alfinete e destorcedor simples, um estralho de monofilamento entre 0,30 e 0,40 mm com uma média de comprimento a rondar os dois metros ao qual se prende a amostra. Depois temos variantes dentro desta montagem que ficam ao gosto de cada pescador, se queremos que a amostra afunde mais para trabalhar a meia agua pomos um ou mais chumbos fendidos no estralho perto da amostra, se queremos pescar perto do fundo pomos chumbinhos ou areia dentro da bóia de água de modo a esta afundar e pescar mais abaixo, tudo isto varia consoante a forma como o robalo se anda a alimentar e o estado do mar. 

 

Boas Pescarias.

 

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Iscos e iscadas para o robalo

Segunda-feira, 02.02.09

A CARANGUEIJA MOURA

A melhor forma de apanhar a carangueija-moura é de noite, na maré vazia, apontando-lhes uma luz para que fiquem encandeadas e, assim, não fujam. De dia, durante a maré vazia, podemos capturá-las removendo pequenas pedras ou esvaziando, com um balde, pequenas poças de água. Outra hipótese é procurá-las nas gretas das pedras, tocando-as com um arame curvo na ponta, sendo que as melhores são aquelas que estão a mudar a casca, ficando mais moles. Conservam-se mais tempo vivas
se as colocarmos juntamente com limo de baga, em sítio fresco.
 
 
OS CABOZES
Podemos apanhá-los de diversas formas, na baixa-mar. A maneira mais prática é utilizando uma pequena cana dum canavial, onde se aplica uma minhocada feita com o ganso ou minhoca do lodo. Enfiam-se as minhocas com a ajuda duma agulha numa linha, prendendo-as depois na ponta da cana. Já no mar, coloca-se a minhocada nas poças e, quando se sente o picar dos cabozes, puxa-se para dentro de um camaroeiro. Estes, quando sentem a falta de água, largam as minhocas e caem dentro da rede. Outra alternativa é esvaziar uma pequena poça, com a ajuda dum balde ou até mesmo de um botim, ou procurá-los nas brechas das pedras. Junto às rochas existem umas "burneiras" esburacadas, constituídas por formações de areia, como que concrecionada pela acção de pequenos vermes. Se as partirmos, com a ajuda de um ferro, também os podemos aí encontrar. Os melhores cabozes para iscar são os pequenos.
 
OS POLVOS
Os polvos podem-se apanhar também na baixa-mar, com a ajuda de uma polveira. Ou, Então, compra-se um polvo pequeno na praça e pede-se à peixeira os buchos dos polvos que ela amanhou.


A sua preparação, bem como a forma correcta de iscar, pode ser observada nas fotos.

 

 

Boas pescarias!

 

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por João Silva às 14:26


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