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Engodo para o Mar

Segunda-feira, 13.08.12

O segredo pessoal de cada pescador é o engodo. Os engodos destinam-se a atrair os peixes, variam de espécie para espécie, variam em função das condições da meteorologia, do pesqueiro e variam mais ainda de pescador para pescador.

 

Nas pesca no mar, quase todos os engodos têm como base a sardinha, aí existem algumas variações, esmagada, menos esmagada, sem cabeça, a esta massa de sardinha esmagada, mais ou menos liquida adicionam-se, alguns aditivos, farinha, ração para piscicultura, ração normal para animais, areia, enfim.... com base na sardinha e no óleo de sardinha faça os seus testes e verifique qual lhe trás melhores resultados.

 

Na pesca para mar existem mais algumas variantes, desde pão misturado com atum de lata a elementos doces à base de açúcar, camarão com mel por exemplo. Há pescadores que afirmam que os peixes são gulosos que o açúcar é o melhor isco para o mar, há muitos anos que se usa o anis e a groselha (campari) para a pesca à carpa, alguns pescadores estão a ter bons resultados com técnicas normalmente usadas em águas interiores, experimente a adocicar o seu engodo. Mas quem pode dizer qual o melhor engodo...... certamente que ninguém, a partir de todas as misturas já inventadas experimente e volte a experimentar.

 

Além da sardinha pode utilizar ouriços (o sargo aprecia muito), mexilhões, caranguejos, cavala. É com estes engodos, estudados, testados e passados ao longo de gerações que se conseguem atrair os peixes que estão longe, no entanto, é mais importante saber "engodar" do que, na maioria das vezes, o engodo, daí a diferença e algumas variações, os resultados variam não tanto pela diferença entre o engodo mas sim pela forma como se utiliza. A utilização de engodo em excesso faz com que os peixes de pequenas dimensões sejam atraídos, use engodo suficiente para atrair os peixes, não utilize em excesso, volte a engodar quando sentir que necessita novamente de atrair os peixes. A corrente pode fazer com que o engodo vá alimentar os peixes a kilómetros de distância, se assim for e em alguns locais, o engodo pode ser colocado localmente dentro de um recipiente que o deixe libertar lentamente, uma meia por exemplo. Experimente, seja inventivo .... o pior que pode acontecer é não apanhar peixe ... mas a maior parte das vezes pode não ser por causa do engodo... não desista se a pescaria for má, não relacione unicamente com o engodo. Boas pescarias.

 

Engodo Sardinha

 

O engodo de sardinha é talvez dos engodos mais utilizados para o mar devido sobretudo à sua eficácia.

A melhor sardinha para engodo é a sardinha gorda dos meses de Setembro e Outubro, é ideal para congelar para as pescarias de Inverno e Primavera, durante o Verão pode-se usar a sardinha fresca da época. É essencial o engodo ser fresco, ou seja, se a pescaria é no Domingo, no Sábado coloque a descongelar a quantidade de sardinhas necessárias para o engodo, assim, quando iniciar a jornada de pesca no dia seguinte a sardinha já estará descongelada e pronta para fazer um bom engodo.

Para fazer o engodo, junte sardinhas e areia num recipiente, esmague e misture a sardinha com a areia até formar uma massa consistente. O engodo de sardinha pode então ser utilizado, verifique se é consistente de modo a poder formar bolas que permitam o lançamento. Belisco É mais um engodo com base na sardinha, consiste basicamente em escamar a sardinha, retirar a cabeça e a espinha central ficando apenas com os filetes de carne limpos, estes desfazem-se na mão em pequenos pedaços fazendo-se pequenas bolinhas que se atiram para pedras onde as ondas vão rebentar, não se coloca engodo directamente na água. É muito importante que todo o acto de manusear a sardinha seja feito apenas com as mãos ou eventualmente com o recurso a uma pedra. Devem ser evitados os objectos cortantes metálicos.

 

Engodo para sargos

 

Retira-se a cabeça e a espinha às sardinhas e vão-se pondo as partes carnudas para dentro do balde, quando já tiver uma boa quantidade pizam-se com um pizador bem afiado, juntando-se aos poucos água do mar colhida no local até ficar com um aspecto pastoso tipo sopa. Engoda-se sempre quando a onda recua com uma concha para as pedras onde as ondas vão rebentar, não se engoda directamente para a água senão o engodo afasta-se depressa de mais. A cadência da engodagem deve ser certinha, passada a 1.ª meia hora em que se engoda mais, uma concha em cada 3/4 minutos deve ser suficiente para manter o peixe no pesqueiro. Se o mar for um pouco forte e tiver muita corrente deve adicionar-se areia da praia ao engodo até ficar tipo argamassa. Engoda-se então fazendo pequenas bolas (tamanho bola de golfe) que se atiram para as pedras onde a onda irá chegar. Uma outra técnica é o belisco cada vez essencialmente porque o engodo é lançado com a mão, deixando o cheiro da sardinha. A areia e um pouco de óleo de sardinha podem ser um aditivos úteis em pesqueiros altos e ou águas profundas, de outra forma não seria possível o engodo no pesqueiro.

 

Engodo para robalo

 

Para os robalos e bailas, devem usar algumas sardinhas quase inteiras e pequemos pedaços maiores de modo a estimular a sua voracidade.

 

Boas pescarias!

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por João Silva às 19:22

A Costa dos Sargos

Quarta-feira, 08.02.12

O troço de costa que se estende entre as localidades maritímas de Peniche e o litoral de Sintra, engloba uma grande extensão, com grandes escarpados, com deliciosas encostas de falésia, que formam uma costa de beleza incomparável.

 

Em todo este imenso pedreiro pode distinguir-se umas zonas de outras, devido à sua maior ou menor disposição e índice de capturas.

 

Um esquema geral é muito semelhante: uma área que aparece seca e aparentemente "morta" quando está maré vazia e que o impulso da maré vai enchendo, de maneira que permite que o engodo que estamos a utilizar para atrair o peixe se encontre estável, criando assim as condições óptimas para que o sargo de desloque o menos possível.

 

O engodo, pode ser composto por uma base de anchova triturada, que podemos adquirir em qualquer peixaria ou numa fábrica de salga. Há outros, igualmente válidos, como a sardinha, o camarão, polvo, lula, etc.

Qualquer um é bom, na hora da verdade só se nota pequenas diferenças.

 

Depois temos outros factores, são as condições atmosféricas e o estado do mar, que estão intimamente relacionados e que são decisivos neste desporto.

Na nossa costa pode-se pescar todos os dias, mas como tudo na vida, há uns dias melhores que outros!

 

As circunstâncias são favoráveis quando estamos num periodo de tempo estável ou no inicio das mudanças atmosféricas.

 

Imprescindível observar bem o mar, é difícil dizer qual a melhor situação, mas o ideal será com um mar batido, contínuo, cujas ondas rompam umas atrás das outras, fazendo com que a água estabilize e se encontre tapada, de forma que a nossa presença não seja percebida.

 

Para isco, camarão inteiro ou descascado, tira de lula, gamba cozida, pulga e inclusive lapa, caranguejo, mexilhão, etc. O ideal é iscar o anzol com matéria prima que compõe o engodo.

Por último, neste locais de difícil acesso, ter sempre bem presente a questão da segurança.

 

Boas pescarias!

 

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